
O Aneurisma cerebral é uma dilatação na parede de um vaso intracraniano, que pode romper devido a fragilidade de sua parede, levando a um quadro grave de sangramento chamado Hemorragia Subaracnoide. Esta possui uma incidência global estimada em 6,67 casos para cada 100 mil pessoas por ano. Fatores de risco para este quadro são hipertensão, tabagismo, abuso de álcool, história prévia ou história familar de aneurisma cerebral.
A clínica clássica nesse quadro é cefaleia súbita e de forte intensidade, presente em 97% dos casos, podendo estar associada a dor e rigidez no pescoço, vômitos e fotofobia, podendo ocorrer piora na consciência ou estado de coma desde o início do quadro. Pacientes com suspeita desta patologia devem procurar serviço de emergência médica para investigação e tratamento adequado.
Atualmente existem duas formas de tratamento para os aneurismas cerebrais, a cirurgia onde é realizada uma craniotomia (abertura do crânio) e com uso de microscopia são afastadas estruturas até identificação do vaso afetado e localização do aneurisma, sendo esta ocluído com uso de um clip de titânio específico para este fim. Outra forma de tratamento é através da embolização, onde por meio da punção de uma artéria (em geral da coxa), se navega pelos vasos com uso de contraste e um equipamento de radiografia específico (Fluoroscopia) até localizar o aneurisma, após é realizado o preenchimento e oclusão da alteração com material chamado "Coil". A definição do tipo de tratamento varia, entre outro fatores, de acordo com localização do aneurisma, com as caracteristicas do mesmo e com presença de hematomas com efeito de massa.